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A Transfiguração de Jesus: O Despertar da Luz e a Unicidade Divina (Mateus 17 Comentado)

 Um estudo sobre o sentido interno de Mateus 17 e a jornada de elevação da alma


Mateus 17 revela o ponto de encontro entre o céu e a terra. Através de uma dupla leitura — literal e espiritual —, este comentário explora a Transfiguração, a cura pela fé e a liberdade dos filhos de Deus. Aqui, Jesus é apresentado como a manifestação da Verdade que purifica o interior humano e transcende a letra da Lei. Descubra como cada elemento deste capítulo simboliza a elevação da alma rumo à luz divina, convidando-nos a uma transformação contínua que supera as limitações da carne.






Capitulo 17 de Mateus com comentários


1 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago, e seu irmão João, e os levou a sós a um monte alto. 

Ao conduzir Pedro, Tiago e João a um 'monte alto', Jesus planejava revelar-lhes uma verdade espiritual profunda. Visto que as passagens bíblicas possuem um sentido interno, essa subida física simboliza a elevação da própria alma. Tratava-se de um convite para que os discípulos abandonassem a visão terrena e fossem elevados a um novo nível de percepção espiritual.


2 Então transfigurou-se diante deles; seu rosto brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz.


No contexto do versículo, que descreve a transfiguração de Jesus (Mateus 17:2),  a compreensão dos eventos precisa de uma dupla leitura, sendo elas espiritual e literal, em níveis espirituais mais profundos.


A Transfiguração de Jesus: O Despertar da Luz e a Unicidade Divina


5 Elementos chaves são necessários para a interpretação do texto:

1. Transfiguração como Revelação Espiritual: A transfiguração de Jesus poderia ser vista como uma revelação da divindade de Cristo. O brilho do rosto como o sol e as roupas brancas como a luz simbolizariam a pureza e a glória do estado celestial, representando a união entre o humano e o divino.


2. Simbolismo da Luz: A luz, é associada à verdade espiritual. O brilho do rosto de Jesus poderia simbolizar a manifestação da verdade divina, que ilumina o entendimento humano. Essa luz também pode ser vista como um chamado à transformação interna dos seguidores, incentivando-os a buscar uma vida mais alinhada com a verdade.


3. Roupas Brancas: As vestes brancas podem simbolizar a pureza e a santidade, isso se relaciona com a ideia de que, ao seguir os ensinamentos de Jesus, os seres humanos podem se purificar e se elevar a um estado mais alto de espiritualidade. As roupas representam a condição dos espíritos após a purificação.


4. A Importância da Experiência Espiritual:  A experiência direta do divino. A transfiguração poderia ser vista como um momento em que os discípulos tiveram um vislumbre do céu, encorajando-os a buscar uma comunhão mais profunda com Deus.


5. A Relação entre o Mundo Material e o Espiritual: A transfiguração pode ser interpretada como um ponto de interseção entre o mundo material e o espiritual. As verdades espirituais se manifestam nas coisas materiais e que essa experiência de transfiguração revela a conexão entre estas duas realidades.


3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 


4 Pedro, então, disse a Jesus: Senhor, bom é para nós estarmos aqui. Se queres, façamos aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias. 


|fn:  N4: farei |fn:  tendas – ou: tabernáculos


Nos versículos 3 e 4, a aparição de Moisés e Elias é fundamental para entender a continuidade da revelação divina. Moisés, que simboliza a Lei, e Elias, que representa os Profetas, aparecem como testemunhas da missão de Jesus e do cumprimento das Escrituras. Enfatizando a importância dessa ligação, como se estes dois personagens estivessem apoiando a nova revelação que Jesus trazia, indicando que ele não estava rompendo com a tradição, mas sim a completando.


A fala de Pedro, onde ele sugere fazer três tendas, revela um desejo humano de permanecer nesse estado de iluminação e comunhão espiritual. É como um reflexo da inclinação do ser humano em querer fixar ou construir moradias para experiências espirituais, ignorando que essas experiências visam inspirar um comportamento transformador na vida cotidiana. 

Pedro representa a tentativa de definir e limitar a experiência sublime a um momento físico, quando, na verdade, a transfiguração é um convite à transformação contínua e à busca do estado espiritual mais elevado, que vai além do tempo e da estrutura. Portanto, essa cena é um poderoso lembrete da interação entre o céu e a terra, e da necessidade de permanecer aberto à revelação contínua e à transformação espiritual na nossa vida diária.



5 Enquanto ele ainda estava falando, eis que uma nuvem brilhante os cobriu. E eis que uma voz da nuvem disse: Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; a ele ouvi. 


6 Quando os discípulos ouviram, caíram sobre seus rostos, e tiveram muito medo. 


A nuvem brilhante mencionada no versículo 5 simboliza a presença divina e a incompreensibilidade do sagrado, que cobre os discípulos com sua glória. A voz que diz “Este é o meu Filho amado” representa a confirmação da divindade de Jesus e a sua missão, enfatizando que devemos ouvi-lo e segui-lo.  Isso reflete a necessidade de nos conectarmos com Deus e abandonarmos a visão puramente terrena da fé.

Assim, a voz celestial nesse contexto é entendida como uma confirmação da missão e do caráter do Filho, que é Jesus, e não uma afirmação de uma relação pluralista da divindade, como a trinitária como se poderia entender sob uma perspectiva mais catolicista, o alvo da mensagem transmitida pela voz, é os três discípulos, e o próprio contexto, demonstra a revelação de Jesus como a verdade e a luz que purifica a humanidade, afinal a verdade procede de Deus, igualmente Jesus é Deus na qualidade humana, o tabernáculo final, o cordeiro de Deus, o intercessor, autor e consumador da fé, vejamos todas essas qualidades em Cristo, de forma que todas as qualidades provem de Deus, mas não são devem ser "personificados como pessoas" e sim qualidades dividas de um único Deus verdadeiro.


No versículo 6, a reação dos discípulos — caindo com medo — denota o reconhecimento da grandeza de Deus e a realidade da transcendência divina em contraste com a fragilidade humana. Essa experiência provoca um temor reverente que é fundamental na jornada espiritual, pois é no reconhecimento da majestade e do poder de Deus que os indivíduos podem começar a entender sua própria insignificância e dependência da sabedoria divina. Essa transição é essencial para o crescimento espiritual, reconhecendo que ao ouvirem a voz de Jesus, eles devem abrir-se para um novo entendimento e transformação. 


Assim, a transfiguração de Jesus serve como um momento crucial em que a divindade é revelada, preparando os discípulos para compreender a magnitude de sua missão e a necessidade de uma nova prática espiritual que transcende as tradições anteriores.



7 Jesus se aproximou deles, tocou-os, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo. 

Durante o processo de "elevação do homem" é normal que tenhamos medo e insegurança, tememos pelo que não conhecemos, pelo que nossos olhos não conseguem ver, isso porque estamos na carne e não no espirito, a carne morre, mas o espirito daqueles que vivem em Jesus Cristo é eterno, pois prevalecemos em sua misericórdia.



8 E quando eles levantaram seus olhos, não viram a ninguém, a não ser a Jesus somente. 


O versículo 8, que menciona que os discípulos levantaram os olhos e não viram a ninguém, a não ser a Jesus, pode ser entendido como uma representação simbólica da revelação divina da unicidade de Deus em Cristo.  Jesus é a manifestação do divino na forma humana, e, assim, após a experiência transcendente da transfiguração, a visão dos discípulos se restringe a Jesus, indicando que Ele é a essência da revelação de Deus. 

Este versículo reflete a centralidade de Cristo como a encarnação de Deus. A visão de Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas, é temporária; a realidade duradoura é a presença de Jesus. A experiência de ver somente Jesus também pode simbolizar a necessidade de focar na revelação que Ele traz, sublinhando que, após essa experiência de transcendência, a mensagem clara é que Ele é o único mediador entre Deus e a humanidade. 

Os profetas deram suas previsões, os Juízes ditaram seus julgamentos, mas todos esses momentos se foram, restou apenas Cristo.

O que os discípulos vivenciam é uma transição do entendimento humano da religião — simbolizado por Moisés e Elias — para uma nova compreensão da relação direta com o Deus encarnado em Cristo.



9 E enquanto desciam do monte, Jesus lhes disse a seguinte ordem: Não conteis a visão a ninguém, até que o Filho do homem seja ressuscitado dos mortos. 


Quando Jesus diz para os discípulos não contarem a visão a ninguém até que o Filho do homem seja ressuscitado dos mortos, isso pode ser interpretado como um reconhecimento da incompletude da compreensão humana acerca da divindade de Cristo e de sua missão. As muitas verdades espirituais são reveladas em etapas, e a ressurreição é o clímax de sua missão redentora. Essa ordem de guardar segredo pode indicar que, até a completa revelação do que significa a ressurreição, os discípulos não estariam prontos para entender ou aceitar plenamente o que experimentaram no monte.


10 E os seus discípulos lhe perguntaram: Por que, então, os escribas dizem que Elias tem que vir primeiro? 


|fn:  N4 omite "seus"


11 Jesus lhesN4 omite "Jesus" e "lhes" respondeu: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. 


12 Digo-vos, porém, que Elias já veio, mas não o reconheceram. Em vez disso fizeram dele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem sofrerá por meio deles. 


13 Então os discípulos entenderam que ele lhes falara a respeito de João Batista. 


Os versículos 10 a 13 abordam uma questão que os discípulos tinham sobre a tradição judaica que afirmava que Elias deveria retornar antes da vinda do Messias. A pergunta dos discípulos reflete uma compreensão comum da expectativa messiânica, que estava arraigada na tradição dos escribas e fariseus. Ao questionar Jesus, eles estão tentando conciliar essa expectativa com as revelações que acabaram de vivenciar, especialmente após a transfiguração, onde Jesus foi glorificado diante deles.


Jesus responde de maneira clara, afirmando que Elias realmente virá e restaurará todas as coisas. Contudo, Ele enfatiza que Elias já esteve presente, referindo-se a João Batista, que veio no espírito e poder de Elias para preparar o caminho para o Messias. A não aceitação de João Batista e o tratamento que ele sofreu são paralelos ao que Jesus também enfrentaria. Os discípulos, ao entenderem que Jesus estava se referindo a João Batista como o cumprimento dessa profecia, são levados a perceber a continuidade do plano de Deus, onde o papel de João Batista foi crucial para a messianidade de Jesus. Portanto, há um envolvimento intrínseco entre as promessas do Antigo Testamento e a realidade da missão de Cristo, e a aceitação ou rejeição desse cumprimento prepara o terreno para a compreensão mais ampla do ministério e sacrifício de Jesus.


14 E quando chegaram à multidão, veio a ele um homem, que se ajoelhou diante dele, e disse: 

Quando o homem se ajoelha diante de Jesus, isso pode simbolizar a atitude do homem interior que busca a verdade e a ajuda divina, reconhecendo a autoridade espiritual do Senhor. O ato de ajoelhar-se implica uma submissão e um pedido de auxílio, refletindo a busca por uma compreensão mais profunda e pela cura espiritual.


15 Senhor, tem misericórdia do meu filho, que é epilético, e sofre muito mal; porque cai muitas vezes no fogo, e muitas vezes na água. 

|fn:  epilético – tradicionalmente lunático

O pedido do homem para que Jesus tenha misericórdia de seu filho epilético pode ser visto como uma metáfora para aqueles que estão aprisionados por estados mentais e emocionais instáveis, podemos interpretar como distúrbios da alma. A epilepsia, ou "lunaticismo", como também é mencionado, sugere uma luta interna entre a luz espiritual e as trevas, simbolizando a batalha entre estados de fé e dúvida.


16 E eu o trouxe aos teus discípulos, mas não o puderam curar. 

A frustração de Jesus com a geração incrédula e perversa reflete a dificuldade em encontrar fé genuína em um mundo carnal que não reconhece ou não valoriza a presença de Deus. Isso sugere que, os discípulos representam aqueles que não conseguiram acessar a compreensão espiritual necessária para realizar curas e libertações. O pedido de trazer o menino até Ele indica que a verdadeira ajuda e cura vêm do entendimento mais profundo que Jesus representa.


17 Jesus respondeu: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos suportarei? Trazei-o a mim aqui. 

Jesus admoesta a geração como incrédula e perversa, o que pode ser interpretado como um chamado à transformação e uma crítica àqueles que estão presos em suas concepções materiais e racionais, não reconhecendo a profundidade do ensinamento espiritual que Ele traz. Ao chamar atenção para a incredulidade, ele enfatiza a necessidade de fé e a abertura ao entendimento espiritual.


18 E Jesus o repreendeu. Então o demônio saiu dele, e o menino sarou desde aquela hora. 


A repreensão ao demônio e a cura do menino simbolizam a vitória do bem sobre o mal, da luz sobre as trevas. Podemos ver isso como uma representação da luta entre os estados naturais corrompidos e o poder regenerador que Cristo oferece. A cura do menino, que ocorre instantaneamente após a ação de Jesus, é um símbolo da possibilidade de transformação imediata que a aceitação da verdade divina pode trazer à vida de uma pessoa.


19 Depois os discípulos se aproximaram de Jesus em particular, e perguntaram: Por que nós não o pudemos expulsar? 


“Depois os discípulos se aproximaram de Jesus em particular, e perguntaram: Por que nós não o pudemos expulsar?”

Aqui, os discípulos buscam entender a razão pela qual não conseguiram realizar a cura do menino. Isso enfatiza a importância da espiritualidade interna e da fé. Os discípulos, mesmo tendo sido enviados por Jesus para curar e expulsar demônios, percebem que a crença e a conexão espiritual são essenciais para realizar milagres. A pergunta deles revela uma busca por conhecimento e autocompreensão.


20 E Jesus lhes respondeu: Por causa da vossa incredulidade; pois em verdade vos digo, que se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a este monte: “Passa-te daqui para lá”, E ele passaria. E nada vos seria impossível. 


|fn:  NA omite "Jesus" |fn:  TR, RP: incredulidade - N4: pouca fé

“E Jesus lhes respondeu: Por causa da vossa incredulidade; pois em verdade vos digo, que se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a este monte: ‘Passa-te daqui para lá’, e ele passaria. E nada vos seria impossível."


Jesus aponta a incredulidade como o obstáculo. A  fé verdadeira e genuína é a chave para realizar o bem e praticar a caridade. A comparação com o grão de mostarda sugere que, mesmo uma fé pequena, mas autêntica, pode realizar grandes coisas. Isso ensina que a verdade e a compreensão interna dos preceitos espirituais são fundamentais para que possam se manifestar em ações externas.



21 Mas este tipo [de demônio] não sai, a não ser por oração e jejum. 


|fn:  N4 omite todo o versículo 21


“Mas este tipo [de demônio] não sai, a não ser por oração e jejum.”

Este versículo sublinha a importância da preparação espiritual profunda. reconhecendo que nem todas as situações espirituais podem ser tratadas de forma superficial. A oração e o jejum são práticas que fortalecem a mente e o espírito, permitindo que se alcance uma compreensão mais elevada das questões espirituais e do próprio ser. Isso indica um trabalho mais intenso e dedicado que é necessário para enfrentar certas adversidades espirituais.


22 E enquanto eles estavam na Galileia, Jesus lhes disse: O Filho do homem será entregue em mãos de homens. 


|fn:  N4:reuniam-se


“E enquanto eles estavam na Galileia, Jesus lhes disse: O Filho do homem será entregue em mãos de homens.”


Neste verso, Jesus prepara os discípulos para a realidade de sua entrega e sofrimento. A referência ao "Filho do homem" traz à tona a ideia de que o ser humano pode viver experiências dolorosas, mas também transformadoras. Isso como um sinal da necessidade de aceitar as dificuldades como parte do desenvolvimento espiritual e da redenção.


23 E o matarão, e ele será ressuscitado ao terceiro dia. E eles se entristeceram muito. 

"E o matarão, e ele será ressuscitado ao terceiro dia. E eles se entristeceram muito."

A tristeza dos discípulos reflete a luta interna entre a compreensão do propósito espiritual e o apego às realidades temporais e físicas. Essa tristeza é um indicativo da humanidade dos discípulos e de como a entrega de Jesus representa um grande sacrifício. No entanto, a promessa da ressurreição também assinala a importância da esperança e a possibilidade de renovação

24 E quando entraram em Cafarnaum, os cobradores da taxa de duas dracmas vieram a Pedro, e perguntaram: Vosso mestre não paga as duas dracmas? 

|fn:  taxa de duas dracmas – essa taxa era uma contribuição que os homens judeus faziam para financiar o Templo de Jerusalém. Uma dracma é equivalente a um denário, que era o pagamento de um dia de trabalho braçal

25 Ele respondeu: Sim. Quando ele entrou em casa, Jesus o antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem os reis da terra cobram tributos ou taxas? Dos seus filhos, ou dos outros? 

|fn:  outros: ou “estrangeiros”

Neste versículo, surge uma questão sobre as obrigações sociais e religiosas. Podemos interpretar isso como um simbolismo para as responsabilidades que todos têm na vida espiritual e social. Jesus, sendo mestre, poderia ser visto como acima das leis comuns, mas ainda assim se mostrou atento às normas da sociedade.

Ele respondeu: Sim. Quando ele entrou em casa, Jesus o antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem os reis da terra cobram tributos ou taxas? Dos seus filhos, ou dos outros?

Aqui, Jesus usou uma metáfora para ensinar sobre as dinâmicas da realeza e do Reino de Deus. Precisamos ver isso como um reflexo da natureza espiritual em que os verdadeiros filhos de Deus não estão sujeitos às mesmas obrigações que os estranhos. Essa ideia reforça a conexão intima que os seguidores têm com Jesus e com Deus.


26 Pedro lhe respondeu: Dos outros. Jesus lhe disse: Logo, os filhos são livres de pagar. 

|fn:  N4 omite "lhe"

27 Mas para não os ofendermos, vai ao mar, e lança o anzol. Toma o primeiro peixe que subir, e quando lhe abrir a boca, acharás uma moeda de quatro dracmas. Toma-a, e dá a eles por mim e por ti.



“Pedro lhe respondeu: Dos outros. Jesus lhe disse: Logo, os filhos são livres de pagar.”


A liberdade dos filhos indica o relacionamento íntimo e as promessas que eles têm em Deus. A palavra nos encoraja a reflexão sobre como, na vida espiritual, aqueles que são verdadeiramente filhos de Deus não estão sobrecarregados por regras ou tributos, mas estão livres para agir e viver em caridade e amor.

“Mas para não os ofendermos, vai ao mar, e lança o anzol. Toma o primeiro peixe que subir, e quando lhe abrir a boca, acharás uma moeda de quatro dracmas. Toma-a, e dá a eles por mim e por ti.”


Aqui, Jesus demonstra o poder sobre a natureza e a providência divina. A instrução a Pedro pode ser vista como uma metáfora sobre a fé em ação. Apontando que a moeda encontrada no peixe representa a abundância espiritual que vem de Deus. Ao não causar ofensa, Jesus ensina sobre a importância da harmonia e respeito nas relações humanas.


Todos os capítulos de Mateus comentado.         


📑 Créditos da versão bíblica usada são da Blive (Bíblia Livre) 


💬 Comentários são de Lucas Ajudarte. 


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